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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Carlos Sampaio, presidente da Câmara dos Deputados


A grande imprensa, nas entrelinhas, fala em um acordo de participação do PSDB no governo Temer. A resistência do acordo vinha da parte dos prováveis postulantes à candidatura ao cargo de presidente da República em 2018. Falo do Aécio Neves e do Geraldo Alckmin. As últimas notícias dão conta de que os dois, já concordaram de que os membros do PSDB participem do governo Temer. 

De concreto há um desconforto do partido do Aécio Neves apoiar o governo Temer, porque o PSDB entrou com processos no TSE com pedido de cassação da chama Dilma/ Temer. Segundo nota do partido, a Executiva Nacional do PSDB vai se pronunciar oficialmente à respeito do apoio ou não ao governo Temer, no dia 3 próximo.

Mas, extra-oficialmente, há indicação de que no acordo está previsto substituição da presidência da Câmara dos Deputados, atualmente ocupado pelo Eduardo Cunha do PMDB pelo deputado Carlos Sampaio do PSDB.

Há um fato concreto que justifica a troca do comando da Câmara dos Deputados. Assumindo o Michel Temer a presidência da República, o substituto natural na sua ausência será o presidente da Câmara. O deputado Eduardo Cunha é réu no processo que corre no STF referente à Operação Lava Jato, portanto, está impedido de substituir o Michel Temer, numa eventual ausência deste.

Deputado Carlos Sampaio foi promotor do estado de São Paulo, antes de se tornar deputado. Carlos Sampaio foi líder do PSDB na Câmara dos Deputados. Carlos Sampaio foi também um dos coordenadores da campanha do Aécio Neves para presidente da República. O deputado foi também vice-presidente da Comissão Processante do impeachment da Dilma. Carlos Sampaio reúne condições para substituir o Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados.

Na política, sempre há quem o critique por algum motivo. No entanto, vejo como alternativa viável para situação peculiar que o País atravessará nos próximos meses, no meio de turbulência do julgamento do impeachment da Dilma pelo Senado Federal. O que importa é garantir a governabilidade do governo de transição do Michel Temer. 

Conheça uma nova matriz econômica > Brasil tem futuro? 

Que o PSDB desça do muro e oficialize de uma vez, o acordo de governabilidade com o PMDB. 

Ossami Sakamori











@SakaSakamori


Renan Calheiros se junta ao Lula da Silva

Crédito da imagem: Veja

A grande imprensa noticia de que o presidente do Senado Federal Renan Calheiros se reuniu ontem com presidente Dilma e com ex-presidente Lula da Silva, separadamente, para discutir sobre o encurtamento do atual mandato de presidente da República e a convocação de novas eleições presidenciais, ainda este ano, mediante Projeto de Emenda Constitucional.

Os três, Renan Calheiros, Dilma e Lula da Silva já dão como certo que presidente Dilma será cassada pelo Senado Federal, após a admissibilidade e julgamento pelo plenário do mesmo. Os três já dão como certo que o processo de impeachment da Dilma deverá ter os 54 votos necessários para perda de mandato da Dilma. 

Os três tem pendência com Lava Jato e quer eleger o Lula da Silva ainda este ano, antes que o Lula da Silva fique inelegível em 2018, pelos processos que correm na Justiça Federal de Curitiba. É esperado a condenação do Lula da Silva pelo juiz federal Sérgio Moro e a sentença confirmada pela TRF4 (segunda instância) até 2018. Assim sendo, é esperado que o Lula da Silva ficará inelegível em 2018, pela lei da "ficha limpa". 

Esta manobra é a derradeira tentativa do Lula da Silva e da Dilma de se manterem no poder. Renan Calheiros, presidente do Senado Federal é o patrocinador deste PEC do encurtamento do atual mandato e a realização de novas eleições presidenciais, ainda este ano. O presidente Renan Calheiros, segunda a grande imprensa, está com vários processos relacionados à Operação Lava Jato por isso tem interesse que os chefes da facção criminosa Lula da Silva e Dilma permaneçam no poder. 

O "bunker" de resistência da permanência da facção criminosa no Palácio do Planalto conta com o apoio explícito do presidente do Senado, Renan Calheiros. 

O objetivo, a convocação de novas eleições presidenciais ainda este ano, não terá êxito no Congresso Nacional, porque não há clima para conseguir a maioria absoluta. Este projeto, se vier a ser proposto, conta com o apoio, também, da Rede e do PV, além dos partidos de apoio da Dilma, o PT, PC do B e PSOL. Os votos destes partidos não serão suficientes para a aprovação do PEC. 


Conheça uma nova matriz econômica > Brasil tem futuro? 

Renan Calheiro se junta ao comando da facção criminosa que ocupa, ainda, no Palácio do Planalto.

Ossami Sakamori















terça-feira, 26 de abril de 2016

Os homens do Temer

 Presidente
Michel Temer
 Casa Civil
Eliseu Padilha
 Infraestrutura
Moreira Franco
Institucional
Geddel Vieira Lima
Presidente do PMDB
Romero Jucá

Conheça uma nova matriz econômica > Brasil tem futuro? 

Ossami Sakamori












@SakaSakamori


Dilma e Lula, nunca mais!


Não há mais dúvida. Dilma será obrigado pela Constituição da República ser afastado do cargo de presidente, em licença, no exato momento que será aprovado a admissibilidade do impeachment pelo plenário do Senado Federal. Assume automaticamente, no mesmo instante, o vice presidente da República, Michel Temer, sem mesmo precisar de formalidade burocrática. O dia será 11 de maio.

A Comissão Processante será instalada hoje, dia 26 de abril. A Comissão terá prazo de 10 sessões do Senado Federal para apresentar o relatório final acatando ou não a admissibilidade do processo de impeachment, que veio da Câmara dos Deputados, aprovado pelos 367 votos dos 513 deputados federais que compõe a aquela Casa. Chegou a hora  de onça beber a água. 

Se não houver nenhuma manobra do presidente do Senado Federal, o relatório da Comissão será colocado em votação no dia 11 de maio, no plenário daquela Casa. Se houver manobra do presidente Renan Calheiros de considerar somente 3 dias de sessões em cada semana, o processo será votado no dia 15 de maio. Não creio que o presidente do Senado tenha votos suficientes para postergar a sessão para o dia 15. Renan tem sido vendilhão da República.

No dia 11 de maio próximo, o plenário do Senado Federal deverá votar a admissibilidade do impeachment pela maioria simples de votos, ou seja 41 senadores dentre 81 que compõe aquela Casa Legislativa. O mais pessimista placar dá conta de que 50 senadores já se decidiram a favor da admissibilidade. A tendência é de que o PT, PC do B, PSOL deverão ficar isolados na posição contra o impeachment da Dilma.

A eventual volta da Dilma após o período de licença para o Palácio do Planalto é uma hipótese muito remota. Dilma e Lula da Silva sem as canetas na mão para "toma lá, dá cá", não terão forças suficientes para reversão do quadro. A grande imprensa dá conta de que o Lula da Silva, sem mesmo o cargo de ministro da Casa Civil vai estar despachando no Palácio do Planalto "ad hoc", informalmente, até a data fatal da licença da presidente Dilma. 

Michel Temer, à partir do dia 12, despachando no Palácio do Planalto, tem em mãos atuais 32 Ministérios, 24 mil cargos em comissão DAS e 180 mil cargos em comissão de funcionários concursados para negociar com a nova base aliada. A nova base aliada é aquela que votou de forma inequívoca à favor da admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados. Assim, até eu administro e tiro o País deste estado de depressão!

Temer tem todas condições para comandar o País e tirá-lo do atoleiro que se meteu. Temer errou ao convidar o Meirelles no Palácio do Jaburú para conversa de duas horas, sobre a conjuntura econômica do País. Meirelles foi presidente do Banco Central do governo Lula da Silva e principal executivo do maior beneficiário do esquema de financiamento oficial, o grupo JBS/ Friboi. O povo teme pela indecisão e falta de caráter do Temer. 

Temer tem que mostrar firmeza no cargo que comandará o País, em princípio, até 31 de dezembro de 2018. Todas condições estão sendo oferecido de "bandeja" para que ele faça um bom governo. A Câmara dos Deputados, de antemão, já demonstrou o apoio maciço na votação do impeachment.  Atitude pendular do Temer não justifica, pelo contrário, o enfraquece. Que a equipe do Temer leia os fundamentos da política econômica que poderá levar o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentável.

Conheça uma nova matriz econômica > Brasil tem futuro? 

Para completar a matéria de hoje, considero que a atitude do PSDB, de recusar da participação na composição do governo Temer não justifica. Num momento como este, o "em cima do muro" do PSDB é condenável. A atitude é tão condenável quanto Temer convidar Meirelles (governo Lula da Silva) para aconselhamento particular. 

Lula da Silva, nunca mais! 
Dilma nunca mais! 
PT nunca mais!

Ossami Sakamori












segunda-feira, 25 de abril de 2016

Temer não inspira confiança


O Ministério do Trabalho e Previdência Social divulgou o número de trabalhadores que tiveram baixas na carteira de trabalho nos últimos 12 meses, referência mês de março, em 1.853.076 pessoas. Enquanto na administração pública federal houve acréscimo de 4.335 trabalhadores no mesmo período considerado. O número é maior dos últimos 24 anos. 

O número do Ministério do Trabalho e Previdência Social corre paralelo ao número do Pnad do IBGE. Conforme número já anunciado por este blog, o número de desocupados entre população ativa do IBGE somava 10,371 milhões no mês de fevereiro de 2016. 

Há divergência de números entre os do Ministério do Trabalho e do IBGE, porque o critério para contagem do número de desempregados é diverso. De qualquer forma, o número apresentado por ambas instituições, apenas confirma o quadro grave de emprego no País, devido à depressão na economia.

Até por conta ou principalmente por conta da indefinição no quadro político brasileiro, com processo de impeachment da Dilma a ser votado no Senado Federal e o processo de cassação da chapa Dilma/ Temer no TSE nos próximos meses, não há perspectiva de mudança no quadro depressivo que encontra o País, pelo menos nos próximos meses. 

O mercado financeiro e empresários dos setores produtivos aguardam com ansiedade a política econômica a ser adotada pelo provável governo Temer. A avaliação é de que se o plano econômico do Temer reverter a situação de depressão do País, o julgamento da chapa Dilma/ Temer poderá resultar em decisão da manutenção do Temer na presidência. Se o plano Temer vai ter credibilidade suficiente para a economia deslanchar é uma incógnita. 

Na minha previsão é de que o futuro provável presidente Michel Temer deverá anunciar o plano com maior estardalhaço, mas com pouca consistência. Pelo  menos, a grande imprensa não dá sinais de que o Michel Temer venha adotar matriz econômica que assegure o desenvolvimento sustentável do País. Os nomes apresentados como futuro ministro da Fazenda, não me dão segurança de que o País reverterá o quadro de depressão, no curto prazo. 



Conheça uma nova matriz econômica > Brasil tem futuro? 

Há muita desconfiança de que Temer consiga reverter o quadro econômico, no curto prazo. 

Ossami Sakamori










domingo, 24 de abril de 2016

SOS OBESOS. PLC 61/15

Ao deputado Eduardo Cunha
Presidente da Câmara dos Deputados

Ref.: PLC 61/15 e a receita modelo B2











Sobre o PLC 61/15, de autoria do deputado Felipe Bornier, cujo teor prima pela liberação da prescrição e venda de medicamentos antiobesidade (anfepramona, fenproporex e mazindol), temos como preocupação esclarecer alguns pontos.

Na votação da matéria pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, no último dia 16/2/2016, alguns senadores manifestaram preocupação quanto à forma de controle que deverá ser feita para que os medicamentos sejam usados de maneira segura. Entende-se como controle a prescrição médica feita por médicos especialistas e devidamente registrados no Conselho Federal de Medicina, receituário específico (Tipo B2) e posologia adequada segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde.

A partir dessa dúvida que a mesa da Comissão de Meio Ambiente, naquela ocasião, achou por bem incluir no texto original a emenda com as informações específicas sobre o receituário modelo B2, procedimento que já era dotado antes da proibição. 

ESTRANHEZA

A dúvida com relação à Anvisa ficar impedida de fazer a fiscalização dessas medidas, absolutamente não tem sentido, pois a Agência Regulatória continuará tendo exatamente a mesma função, como é feito com qualquer outro medicamento que requer prescrição médica.

O que pode ter causado estranheza aos parlamentares reside no texto do Artigo 1º do referido Projeto de Lei, que propõe que a Anvisa fique proibida de cancelar “registro sanitário ou de adotar qualquer outra medida que impeça a produção e a  comercialização dos anorexígenos: sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol.” 

Sim, a lei é para não permitir que a Anvisa cometa ou repita a arbitrariedade de proibir a prescrição médica e comercialização desses medicamentos, deixando pessoas desenvolverem várias co- morbidades como diabetes, hipertensão, doença cardiovascular, doenças osteomusculares, doenças psicossociais, e outras, incluindo morte súbita por obesidade mórbida, vítimas de síndromes metabólicas recorrentes e seus terríveis efeitos colaterais, sem qualquer outra alternativa de tratamento farmacoterápico médico seguro, numa angústia que já dura quase cinco anos.

Diante dessas colocações, queremos chamar a atenção dos senhores parlamentares para o tópico que justifica a proposta do PLC 61/15, em seu décimo parágrafo, que deixa clara a orientação no que respeita a receituário específico, profissional habilitado para prescrever e monitoramento médico especialista para o paciente portador de obesidade; e também a necessidade de fiscalização do órgão competente, no sentido de garantir a observância desses quesitos, conforme segue, abaixo, o trecho na íntegra:

“Em lugar de proibir o uso dos anorexígenos em questão, deveríamos pensar em um controle mais efetivo e lutar para que seu uso seja feito de forma racional, com acompanhamento rigoroso do tratamento. Em parte, isso já ocorre no Brasil por meio de receituário especial - denominado azul B2 -, que é utilizado somente por médicos. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), implantado há cerca de dois anos, permite um rígido controle do uso desses medicamentos (que inclusive já existe com o medicamento sibutramina e outros). Tal sistema já mereceu, inclusive, uma manifestação pública por parte da ONU enaltecendo e parabenizando o Brasil pela melhoria da fiscalização sobre os medicamentos de controle especial”

Importante ressaltar que mais de 90 países têm esses medicamentos disponíveis aos pacientes portadores de obesidade, com aprovação de todas as entidades médicas especializadas nesse assunto. 

Assim, nos reportamos aos senhores deputados, mais uma vez, para solicitar o seu apoio para a aprovação do texto final do referido projeto, assim como a sua compreensão e consideração no tocante à situação de risco em que vivem quase 60 milhões de pacientes portadores de obesidade classificada como perturbação neuropsicometabólica, que gera co-morbidades gravíssimas e problemas para a Saúde Pública do Brasil.

Vale lembrar que o assunto já foi tratado nessa Casa de Leis por quatro anos, em várias comissões e frentes temáticas, até ser finalmente aprovado para a tramitação conclusiva no Senado Federal.

A única pendência é o texto final acrescido da emenda que especifica a utilização da receita modelo B2, para o quê solicitamos, mais uma vez, o seu apoio e aprovação.

Cordialmente:

ABRAN: Associação Brasileira de Nutrologia 

ICAN- International Colleges for the Advancement of Nutrologa 

ABESOAssociação Brasileira para Estudos da Obesidade 

Grupos de pacientes obesos.

Cópia do texto enviado pela jornalista @tataleoa 

Apoio deste blog @SakaSakamori


Sou contra Meirelles como ministro da Fazenda!

Crédito da imagem: Veja

A revista Veja "on line" traz como destaque, no caderno de economia, o nome do banqueiro Henrique Meirelles como provável ministro de Fazenda do governo Temer. Ele esteve com o vice presidente Michel Temer, segundo a grande imprensa, conversando longamente com Temer sobre a conjuntura econômica do País. Meirelles está filiado ao PSD do Gilberto Kassab. Gilberto Kassab foi ministro do governo Dilma, até a véspera da votação do impeachment na Câmara dos Deputados.

Henrique Meirelles é considerado um bom executivo, foi dono do Bank of Boston até ser nomeado presidente do Banco Central pelo Lula da Silva. Até então, o Meirelles tinha sido eleito deputado federal pelo PSDB de Goiás. Para assumir a presidência do Banco Central, Meirelles renunciou sua filiação no PSDB, partido de oposição ao governo Lula da Silva. Hoje, ele é filiado ao PSD. Foi cogitado como candidato ao governo de São Paulo pelo partido. 

Henrique Meirelles, logo após deixar a presidência do Banco Central, e após a quarentena que se impõe ao cargo de diretor do Banco Central, foi contratado pelo grupo JBS/ Fiboi dos Basistas, da mesma terra dele, o estado de Goiás. Henrique Meirelles estruturou o Banco Original do grupo JBS/ Fibroi. O Banco Original esteve recentemente envolvido em escândalo financeiro, o "troca de chumbo", com o Banco Rural, este último envolvido no processo "mensalão". Banco Original está se estruturando para ocupar posição de destaque no segmento bancário. 

Enquanto Henrique Meirelles foi presidente do Banco Central do governo Lula da Silva, o grupo JBS/ Friboi recebeu aporte financeiro subsidiado das instituições financeiras oficiais como BNDES, CEF e BB. O grupo JBS/ Fiboi, que Henrique Meirelles presta serviço como principal executivo, continuou a receber financiamento e aporte de capital do BNDES no governo Dilma. Hoje, o grupo JBS/ Friboi constituído de empresas no ramo de  Frigoríficos, Infraestrutura e Celulose, é individualmente o maior tomador de empréstimo subsidiado dos bancos oficiais.

Na gestão do Henrique Meirelles como presidente do Banco Central, o governo Lula da Silva, promoveu a ascensão da classe pobre à classe média, mediante a valorização do real ou dólar depreciado (dólar barato). Com o dólar barato, a população viveu alguns anos com a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra". Durante o período do Henrique Meirelles como presidente do Banco Central, a classe média começou a gastar nas viagens ao exterior. Foi na gestão do Henrique Meirelles que expandiu os "créditos consignados". A população lembra até hoje, do aparecimento de "classes emergentes". 

Foi na gestão do Henrique Meirelles como presidente do Banco Central é que o governo federal injetou R$ 460 bilhões no BNDES, para conceder empréstimos subsidiados aos empresários amigos do Palácio do Planalto. Foi na gestão do Henrique Meirelles que empresários estelionatários como Eike Batista da OGX e André Esteves do BTG expandiram os seus negócios. Entre as empresas beneficiadas encontram-se as empresas como Oi Telecomunicações e JBS/ Friboi. Coincidência ou não todas empresas foram largamente beneficiados pelo esquema de subsídios dos bancos oficiais, com lobby do Lula da Silva. 

Henrique Meirelles e Alexandre Tombini como presidentes do Banco Central do Brasil nos últimos 13 anos e 4 meses, o governo federal, via Tesouro Nacional e Banco Central, contraiu dívida pública que ascende a R$ 4,8 trilhões brutos ou R$ 2,8 trilhões líquidos. Privilegiou o setor bancário em detrimento ao setor produtivo. Os ricos ficaram cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. São seguidores da fórmula clássica do FMI.

Deixando de lado discussão sobre a competência do Henrique Meirelles ou não, na área financeira, o banqueiro goiano, se confirmado como ministro da Fazenda, macula a gestão Michel Temer. Henrique Meirelles está totalmente vinculado à gestão do Lula da Silva e da Dilma. Se Michel Temer quer distância do governo do PT, deve lembrar que o Meirelles é comprometido até a alma com os 13 anos e 4 meses do governo do PT.

Infelizmente, se confirmar a nomeação do Henrique Meirelles como ministro da Fazenda, serei o opositor número 1 do eventual futuro governo Temer. Fazer o que? 


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Sou contra Meirelles como ministro da Fazenda!

Ossami Sakamori













sábado, 23 de abril de 2016

Brasil não pode errar mais uma vez!


Não tenho compromisso com nenhum governo e muito menos com nenhum político. Tenho compromisso de levar notícias para meus leitores. Todos sabem que sou a favor do processo de impeachment desde o início. Apoiei o candidato Aécio Neves em 2014, mas isto não quer dizer que estou fechado com ele. Sou livre como cada um de vocês, para emitir qualquer opinião, sem ideologia. Único compromisso meu é com o Brasil. 

A grande imprensa atende ao pedido do vice presidente Michel Temer de não especular sobre a composição do futuro governo e não divulga notícias terminativas. Eu não tenho compromisso nenhum com nenhum político, portanto, traduzo para meus leitores o que se especula nos bastidores da política. Até entendo a posição do provável futuro presidente Michel Temer, mas o processo político, no meu entendimento, precisa ser discutido até exaustão para chegar num consenso.  Governo Temer não é do Michel Temer. É bom que o Temer não confunda que o cargo da presidência da República lhe pertence, como a antecessora Dilma considerava como de propriedade privada.  

Antes de ontem, na penúltima matéria, falei sobre possível indicação do Murilo Portugal como ministro da Fazenda do eventual governo Temer. Se efetivamente vai ser indicado como ministro da Fazenda é decisão pessoal do Michel Temer, dentro da regra do presidencialismo. Afirmei também que no acordão entre PMDB e PSDB o senador José Serra estava cotado para ser o mesmo posto que eventualmente seria designado o Murilo Portugal. Pode ser que, nem o Murilo Portugal e nem o José Serra seja indicado para nenhum Ministério. Isto, faz parte do jogo político.

O ex-ministro Eliseu Padilha, PMDB/RS, está cotado para ocupar a chefia da Casa Civil no eventual governo Temer. Eliseu Padilha tem todas condições de ocupar a pasta, a mais importante de qualquer governo, a Casa Civil. No regime presidencial como o do Brasil, o ministro chefe da Casa Civil faz função do primeiro-ministro do regime parlamentar. O gabinete da Casa Civil que, na prática, toca o dia a dia do governo presidencialista. Portanto, na escala de hierarquia, Eliseu Padilha, seria o "tocador" do eventual governo Temer.

Não os conheço pessoalmente nenhum dos três nomes citados, nem o Murilo Portugal, nem Serra e nem o Eliseu Padilha, mas o currículo de todos abonam os seus nomes aos cargos que são cotados a assumir. Apesar de divergência de opinião em relação ao pensamento econômico do provável ministro da Fazenda, Murilo Portugal, em alguns pontos fundamentais, o currículo dele demonstra a capacidade e probidade para exercer a função. Em tese, está em mãos do futuro ministro da Fazenda, a missão de tirar o País que do atoleiro que se meteu.

Não sou nenhum mago para adivinhar o que poderá acontecer no futuro do País, mas, nas matérias postadas neste blog, tenho acertado em cerca de 90% nas minhas previsões.  Penso que é melhor transmitir alguma indicação e informação do que nenhuma, sobretudo, nos pontos em que a grande imprensa tem se omitido. O povo merece estar bem informados. 

Com Eliseu ou sem Eliseu, o governo Temer tem maior chance de sucesso, "se" abandonar a política neoliberal intervencionista das últimas décadas e adotar uma nova matriz econômica liberal. Apresento no meu e-book Brasil tem futuro? alternativas, testadas em países em vigorosas democracias do mundo contemporâneo, para tirar o Brasil da grave crise econômica que se meteu, por opção própria. 


Ossami Sakamori













sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dilma fez você de otário, o tempo todo!


Presidente Dilma deve estar a pensar o que deve ter feito de errado para merecer o processo de impeachment, votado na Câmara dos Deputados pela maioria absoluta dos parlamentares, 367 deputados à favor e 136 votos contra. No Senado Federal, a Dilma sabe que é dado como certo a cassação do seu mandato. 

Dilma subestimou a força do movimento das ruas. Dilma subestimou a força do Congresso Nacional. Dilma paga o preço da sua arrogância. Dilma ignorou a sua própria incompetência. Mas, a Dilma não paga a conta pelos erros cometidos. 

Instado a me manifestar por meus leitores, enumerarei alguns dos erros que levaram à grave crise econômica nunca vista nas últimas décadas. Aqueles que quiserem saber dos detalhes poderão acessar às mais de 2 mil matérias postadas neste blog, desde 15 de fevereiro de 2012. Se esqueci de algum fato, vocês me perdoem. 

Dilma, quando assumiu o governo do primeiro mandato, em janeiro de 2011, deveria ter reavaliado o plano de emergência do governo Lula da Silva que impôs para sair da crise financeira mundial de 2008. Dilma, não ajustou o plano de emergência do Lula da Silva. Pelo contrário, continuou a aprofundar cada vez mais as medidas "anti-cíclicas" (sic) do governo anterior.

Dilma continuou valorizando o real ante o dólar, para criar a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" da população. A população brasileira, com o dólar desvalorizado, nunca viajou para exterior como dantes. A distorção foi tamanha que o Brasil chegou a importar feijão preto e tomate da China. 

Dilma continuou engessando as tarifas públicas para criar a mesma "sensação de bem estar " e a "sensação do poder de compra" da população. O exemplo clássico deste erro foi a redução tarifária feito, 20% de baixa na conta de luz e preço de combustíveis congelados além do tempo necessário. 

Dilma estimulou o consumo, via crédito fácil e crédito barato, promovidos pelos bancos oficiais. O resultado é que 60 milhões de brasileiros, cerca de 40% da população adulta, estão inadimplentes. Na esteira da inadimplência, explodiram as taxas de juros do saldo devedor bancário e juros dos cartões de crédito. 

Dilma expandiu a base monetária para produzir a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" da população ao invés de contrair a base monetária para debelar a inflação. Dilma continuou a aplicar a fórmula clássica do FMI, de tentar segurar a inflação via aumento da taxa de juros básicos Selic. Nunca houve tamanha transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos como no governo Dilma. 

Dilma expandiu também a base de empréstimos para os poucos empresários, amigos da facção criminosa instalado no Palácio do Planalto, para que o seu capo Lula da Silva pudesse praticar o lobby para as empreiteiras e financiar os grupos empresariais estelionatários como o Eike Batista, o grupo JBS/ Friboi, Oi Telecomunicações e André Esteves do BTG Pactual.

Dilma como ministra de Minas e Energia, presidente do Conselho de Administração e como responsável pela nomeação das diretorias na Petrobras e na Eletrobras, prevaricou ao deixar que acontecessem desde 2003, a maior ladroagem dos cofres públicos que se tem notícia na história brasileira e no mundo contemporâneo. 

Dilma, na undécima hora, tentou corrigir todas mazelas descritas acima, via "ajustes fiscais", mas não conseguiu. Como diz o ditado: "não há almoço grátis". De fato, a conta do almoço chegou para pagar. O almoço, inexoravelmente, deverá ser paga pela população. 

Dilma vai para casa, deixando o maior rombo da história do País. Dilma vai deixar o período mais longo de depressão na economia brasileira, desde depressão mundial de 1929. Dilma vai deixar a Petrobras falida. Dilma vai deixar o maior "déficit primário" da história. Dilma vai deixar um vice presidente da República, um figura decorativa, governando o restante do seu mandato que terminaria em 31 de dezembro de 2018. 

A herança maldita que a presidente Dilma vai deixar são: dois anos seguidos de depressão; inflação galopante; taxa de juros reais a mais alta do planeta, perdendo só para Turquia; déficit primário de cerca de R$ 100 bilhões, até abril; Petrobras falida; BNDES em situação difícil; milhares de pequenas e médias empresas falidas e 10,371 milhões de desocupados (número oficial).

Dilma vai para casa, com segurança pessoal composto de 15 homens da Polícia Federal e demais regalias previstas pela lei e Constituição pagas pela população. Enquanto isto, a população vai ficar com as contas da crise econômica para pagar. A população vai pagar, também, pelos ajustes que deverão ser feitos por novo governo, o do Temer para colocar o País nos eixos. 

Dilma deixa o cargo de presidente da República, como se nada tivesse a ver com a crise econômica, deixando as contas para a população pagar, resultado das suas mazelas e incompetências.  Dilma é esperta! Otário é o povo que confiou na presidenta (sic). 

Conheça uma nova matriz econômica > Brasil tem futuro? 

Para vocês, meus leitores, sinto dizer que fomos violentados pela Dilma por culpa exclusiva da nossa paciência e leniência. Dilma nos fez de otários, o tempo todo!

Ossami Sakamori