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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Bradesco assume o HSBC.


Bradesco anunciou a compra da filial brasileira do HSBC por US$ 5,5 bilhões. O banco brasileiro compro toda a operação do HSBC no País, incluindo os negócios de varejo e atacado. Com a aquisição e incorporação o Bradesco alcança a cifra de R$ 1,193 trilhão em ativos e se aproxima do maior concorrente, o Banco Itaú da família Setúbal e Moreira Sales.

Causou-me certo desconforto, o fato de ter noticiado em primeira mão a negociação do HSBC pelo Bradesco, já em 25 de abril último. A operação da venda poderia não ter sido concretizado por motivos outros que a fonte não informou a este blog. Para avaliação de vocês, reproduzo na íntegra a matéria que foi postada em 25 de abril último, sob o título de "Bradesco assumirá HSBC". Segue a matéria:

Bradesco assumirá HSBC

Está tudo acertado que o Bradesco vai assumir o controle do HSBC Brasil. Já tem aval do governo para que isto aconteça. A gestão da negociação não foi divulgado ao mercado financeiro, ainda, nem a informação do tempo que vai levar para o Banco Central autorizar a operação de compra do segundo maior banco estrangeiro no País, pelo Banco brasileiro. 
O HSBC global está vendendo ativos que não estão dando rentabilidade, no mundo todo, no caso especifico o HSBC Brasil. O HSBC Brasil teve prejuízo de cerca de R$ 247 milhões no ano de 2014, número que deve ter influído na decisão da venda. A venda acontece no meio de escândalo de contas secretas de clientes no HSBC Suíça, revelado pelo jornal francês Le Monde. 


Lembrando que o HSBC Brasil nasceu da aquisição da parte boa do Banco Bamerindus do paranaense José Eduardo Vieira, que era conhecido como Zé do Chapéu, falecido no final do ano passado. A parte podre do Banco Bamerindus foi liquidado pelo Banco Central causando prejuízo ao próprio José Eduardo Vieira e aos acionistas minoritários. Isto aconteceu no governo FHC dentro do programa de socorro aos bancos, o Proer. Há muita polêmica na liquidação do Banco Bamerindus, por ter José Eduardo Vieira ter financiado a campanha presidencial do FHC.


O presidente do Conselho de Administração do Bradesco Luiz Carlos Trabuco Capri é homem influente no governo Dilma Rousseff. Ele foi cogitado pela Dilma para ocupar o Ministério da Fazenda, cargo que recusou ocupar indicando para o posto o Joaquim Levy.


Joaquim Levy, até ocupar o posto de ministro da Fazenda da Dilma, ocupava uma vaga na Diretoria do Bradesco. Esperamos que o Joaquim Levy, sempre decida em nome do Brasil e não em nome do Bradesco.

Bradesco contribuiu com a indicação do Secretário Geral do Ministério da Fazenda, o segundo posto mais importante do Ministério da Fazenda. Tarcísio José Mascote de Godoy ocupava uma das diretoria do Bradesco, antes de ser nomeado para o posto.


Bradesco indicou para presidência da Petrobras, o presidente executivo da Vale S.A. O presidente da Vale Murilo Ferreira é indicação do Bradesco para ocupar o cargo mais importante da Companhia. Esta é uma indicação tão importante quanto a indicação do ministro de Fazenda no governo Dilma. 


Como podem ver, o Bradesco tem larga influência no governo Dilma, sobretudo na área econômica. Causa impressão a mim que o Bradesco manda no Brasil.  Bradesco/Brasil é uma simbiose que, por enquanto, está funcionando. Porém, este tipo de simbiose, poderá não ser salutar para o futuro do País. É um caso a pensar, antes que aconteça outros escândalos. 

Nota do editor. 

Após 3 meses, os comentários da matéria continuam valendo para a realidade de hoje. A promiscuidade continua. Os jornais de hoje publicam a notícia de que o Bradesco teria feito reestruturação de uma das inúmeras dívidas da Petrobras, ficando a estatal devedora de R$ 10 bilhões para o Banco. A operação envolveu os ativos da COMPERJ, um dos palcos da Operação Lava Jato.


 COMPERJ
A operação foi lastreados com recursos da caderneta de poupança e contou com o "incentivo fiscal". 

Ossami Sakamori














@SakaSakamori




domingo, 2 de agosto de 2015

Quem está do lado da Dilma e quem está do lado do Cunha.


À partir de segunda feira, dia 3 de agosto, politicamente, o Brasil estará dividido em dois núcleos de forças, os que são contra a Dilma e os que são contra Cunha. Não será mais discussão entre o PT e o PSDB, mas entre quem estará do lado do Cunha e quem estará do lado da Dilma. As definições começam já na volta do recesso parlamentar.

Por motivos óbvios os parlamentares do PT e do PC do B estarão do lado da Dilma, que conta com a fidelidade dos dois partidos aliados. Obviamente, contará com o apoio do Lula da Silva, que ficou sem outra opção senão apoiá-la, após ensaiar rebelião chamando a administração Dilma de volume morto. A bem na verdade, o Lula está muito mais preocupado com sua situação perante a Operação Lava Jato do que com qualquer agenda política. O caso do Lula é mais policial do que político.

Do lado da Dilma, postou-se a favor, até por interesse próprio, o vice-presidente Michel Temer. Ele já manifestou publicamente contra o Cunha e a favor da Dilma. Michel Temer é presidente licenciado do PMDB, mas não tem ascendência sobre os diretórios regionais e nem tão pouco sobre o Cunha, PMDB, obviamente e nem ascendência sobre o presidente do Senado e do Congresso Nacional Renan Calheiros.

Além dos ministros filiados ao PT, a Dilma conta com o apoio dos ministros do PMDB, como senador Eduardo Braga, AM e deputado Eliseu Padilha, RS. Em razão do seu filho Renan Filho, PMDB, precisar do apoio do governo Dilma para administração do governo de Alagoas, o senador Renan Calheiro não deverá estar alinhado automaticamente com o Cunha. A imprensa noticia de que a situação do Renan Calheiros e do Cunha na Operação Lava Jato é diversa. No entanto, creio estar do lado do Cunha.

Curiosamente, o ex-presidente FHC, bandeou-se para o lado da Dilma, alegando a sua inocência e honestidade e se colocando contra o Lula da Silva. Após receber críticas contundentes sobre a sua administração, a recente declaração de apoio à Dilma deixou todos tucanos perplexos. Para ex-presidente quem não presta é o Lula da Silva. Ninguém entendeu nada, a escolha do lado. Assim, o FHC se colocou do lado da Dilma e contra o lado do Cunha. 

A grande parte da imprensa está do lado da Dilma. A Rede Globo em especial está do lado da Dilma e contra o lado do Cunha. Os profissionais da área de jornalismos da Rede Globo estão orientados a tecer críticas ao Cunha e elogiar  a Dilma. Ficou muto evidente a posição da Rede Globo, no episódio da advogada dos delatores premiados Beatriz Catta Preta. A revista Veja deve se posicionar do lado do Cunha. A Folha é favor do PT e é favor da Dilma, isto o povo já sabe. Folha é contra o lado do Cunha.

Do lado do Cunha está o seu advogado de defesa nos inquéritos da Operação Lava Jato, Antonio Fernandes, ex-Procurador Geral da República. O advogado Antonio Fernandes deverá assistir o Cunha nos eventuais inquéritos contra o presidente da Câmara para não terminar em indiciamento nos processos da Operação Lava Jato sob responsabilidade do ministro Teori Zevascki do STF. Do lado da Dilma está a advogada Beatriz Catta Preta.

Do lado do Cunha deverão estar os seus fieis escudeiros da bancada do PSDB e do DEM, contando ainda com o apoio expressivo da bancada do PP. Além dos partidos políticos, Cunha conta com o apoio dos setores conservadores da sociedade, a começar pela bancada dos evangélicos. Cunha conta com o apoio irrestrito da denominada "bancada da bala" composto pelos parlamentares que representam a área de segurança. Cunha conta também com a bancada dos setores empresariais como a bancada dos agronegócios e dos setores industriais.

Dificilmente, o Cunha irá perder apoio dos parlamentares que apoiaram em votações das PEC - Projetos de Emendas Constitucionais, que exigem aprovação com 60% dos deputados federais. Cunha aprovou com folga, isto é mais de 303 votos entre 513 deputados, todas emendas constitucionais que colocara em votação no plenário da Câmara dos Deputados. Não vejo motivação para estes mesmos parlamentares trocarem de lado, passando doravante para o lado da Dilma. 

Nos próximos 60 dias, devem aprovar os principais pontos da reforma política já aprovada na Câmara dos Deputados pelo Senado Federal. Está previsto na reforma política, aprovado pela Câmara, uma janela de oportunidade para os parlamentares mudarem de partidos sem perder o mandato. Após a realização da troca-troca, deve espelhar melhor a configuração das forças que compõe diversos setores da sociedade. A nova configuração ficará mais evidente os que são lado do Cunha e lado da Dilma.

O Aécio Neves, ex-candidato à presidência em 2014, oponente da Dilma, está do lado do Cunha. Isto já foi definido nos bastidores entre ambos. O Aécio Neves será o principal aliado do Cunha na cruzada contra o lado da Dilma. Outra figura importante do PSDB, o senador José Serra deverá cerrar fileira ao lado do Cunha. O senador Renan Calheiros trabalha para que o José Serra, SP, migre para o PMDB, aproveitando a janela da troca-troca. Isto pode mudar a configuração a composição "café com leite".

O fato é que à partir do dia 3, segunda-feira, a política brasileira ficará definido em dois lados, o lado da Dilma e o lado do Cunha. A "pauta bomba" como votação das "pedaladas fiscais" estarão em evidência. Com as manifestações de ruas e das redes sociais, dificilmente algum parlamentar ficará em cima do muro, neste momento crucial da vida social e econômica do País.

Tema político da temporada está definido: Quem está do lado da Dilma e quem está do lado do Cunha.


Ossami Sakamori














sábado, 1 de agosto de 2015

Dólar. Por que sobe?


Para entender bem o motivo que leva o dólar a disparar, é necessário entender a economia global. É um saco, ter que ler todo o resto da economia para melhor compreender, mas é necessário. Então, vamos lá!

Déficit primário

É isto que você leu, "déficit primário", não mais "superávit primário" que antevejo nas contas fiscais deste ano. Faz poucos dias, o ministro do Planejamento Nelson Barbosa anunciou a mudança de meta do superávit primário de 1,3% para 0,15%, no entanto não alcançará a meta. Isto vai mexer significativamente na vida do povo brasileiro, mais do que possa imaginar. 

Apesar do esforço do ministro Joaquim Levy da Fazenda em tentar encontrar o equilíbrio nas contas fiscais, entre receitas e despesas do governo da União, o resultado divulgado de déficit primário de R$ 9,3 bilhões em junho, é o pior da série histórica, que teve início em 2001. 

Isto nos leva a fazer projeção de "déficit primário" em dezembro deste ano ao invés de "superávit primário". A conta só fechará com "superávit primário" se o Ministério da Fazenda fizer, novamente, as "pedaladas fiscais" ou que a Dilma mande Medida Provisória mudando o critério de cálculo das contas fiscais. De qualquer forma, ambas medidas são repugnadas pela comunidade financeira internacional.

A crença desta situação faz os empresários pequenos e médios deixarem de pagar os impostos para própria sobrevivência, em função da retração da economia sentida sobretudo no último trimestre e exacerbada no mês de julho que terminou ontem, dificultando mais ainda o cumprimento da meta prometida.

A agência de classificação de riscos Standard & Poor's já tinha rebaixado a nota do Brasil para o último degrau do "grau de investimento". Ainda, a S&P afirmou que os brasileiros estão sujeitos a perder seu tão acalentado status de "bom pagador" se não se emendarem. Infelizmente, o Brasil não se emendou. Inevitavelmente, se o País apresentar as contas fiscais no vermelho ou seja com "déficit primário", a nota do Brasil será rebaixado para o "grau de especulação". 

Dólar

Com o temor do Brasil fechar as contas fiscais em "déficit primário", nas últimas semanas, há movimento de fuga de capital estrangeiro do País, trazendo consequente desvalorização do real ou valorização do dólar. O dólar fechou o mês de julho a R$ 3,42. No mês de julho subiu 10,16%. E a tendência é de alta.

O estoque de dólares especulativos, aplicados em título do Tesouro Nacional, é estimado em cerca de US$ 250 bilhões equivalente a cerca de R$ 850 bilhões. O volume é estimado, pois o Banco Central não divulga em seu site oficial. Este volume de dólares é "volátil", tanto pode aumentar como diminuir, conforme o componente "confiança ao governo". A saída do dólar é justificado pela perspectiva de rebaixamento da classificação do risco do Brasil para "grau de especulação". 

A fuga de capital é decorrente da possibilidade de País não conseguir gerar o "superávit primário", que em tese é dinheiro para pagar, pelo menos, parte dos juros. Voltem ao item "Déficit primário" para entender o temor do capital estrangeiro especulativo. Observem, também, o volume de dólares que poderá sair do País, no parágrafo anterior. Se a coisa está feia, poderá ficar ainda mais.

Diante dos números apresentados, podemos afirmar que o movimento de alta do dólar será contínuo nos próximos dias. Claro que poderá haver alguns dias de acomodações, mas a tendência de alta é nítida. Em 20 de fevereiro passado, este blog previu que o dólar iria fechar o ano no intervalo entre R$ 3,50 a R$ 3,60. 

A previsão reajustado para o final do ano é moeda americana estar cotado acima de R$ 4,00. Neste patamar, o Banco Central deverá intervir com emissão de novas "swap cambial tradicional", como já foi feito no passado. Até onde o Banco Central tem força para segurar a cotação, não sabemos. É provável que o Banco Central tenha que "queimar" a reserva cambial que em 30/7 estava em US$ 370 bilhões. 

Aumento de combustíveis

Com tendência de dólar em escalada altista, é inexorável o aumento de combustíveis nos próximos meses, possivelmente no mês de setembro. A estimativa é que o aumento fique em torno de 10%, embutindo possível aumento da CIDE. 

O aumento de combustíveis por sua vez, traz aumento generalizado de produtos, trazendo inevitável efeito cascata para demais setores da economia. Aumentar combustíveis é como botar gasolina na fogueira, literalmente.

Inflação.

O parque industrial brasileiro definhou nos últimos 13 anos do governo do PT. O setor industrial que representava no final do governo FHC, cerca de 26%, hoje não representa mais do que 12% do PIB. Razão pela qual, o Brasil importa de tudo, desde feijão preto aos produtos manufaturados. 

Com a alta do dólar, é inexorável que a inflação vai chegar nos supermercados. A carne vai subir porque o preço é regulado pelo preço de exportação, mais alta em real devido a alta do dólar. O pão vai subir porque o trigo é importado. E assim vai. O "aumento de combustíveis" já foi explicado acima. Diante do quadro, a inflação em algum momento, ainda este ano, deverá ultrapassar os 10% (dois dígitos). Reviso minha projeção para a inflação no fechamento do ano, ligeiramente abaixo de dois dígitos.

Selic.

A atual taxa de juros básicos Selic de 14,25%, em algum momento, ao contrário do que o governo afirma, poderá ultrapassar os 18%, para tentar conter a fuga de capital estrangeiro especulativo. Isto é matemática, como 2 mais 2 é igual a 4. Isto é um quadro possível, basta dólar ultrapassar os R$ 4,00 no curto prazo.

Lembrando que o Banco Central já pagou Selic de 45,67% no auge da crise da flexibilização da banda cambial em 1997, no governo FHC, tudo é possível. A este tipo de quadro podemos denominar de "crise cambial". Brasil poderá viver a crise cambial, nos próximos meses. Ninguém sabe quando começa e nem quando termina. Isto gera incerteza generalizada. O País pára, literalmente.

Tem solução?

Diante da falta de credibilidade do governo Dilma, com índice de aprovação abaixo de 10%, é impossível prever como termina a crise. A crise política que vive o País, exacerbada agora, com queda de braço entre a presidente Dilma e presidente da Câmara dos Deputados, influi diretamente na credibilidade do governo. O governo Dilma vem sofrendo as consequências decorrentes da Operação Lava Jato e por conta da administração desastrada do primeiro mando. 

Só há uma maneira de resolver a situação. Renúncia ou impeachment da Dilma e consequente convocação de novas eleições para o cargo de presidente e vice-presidente da República. Pior do que está não fica, qualquer um que seja eleito presidente da República. Logicamente, exclui nesta hipótese a eleição do ex-presidente Lula da Silva, comprometido até o último fio do cabelo à Operação Lava Jato.

Infelizmente minhas previsões se confirmam, o mês de agosto e o de setembro será negro para o Brasil. Eu estou com 71 anos de vida e nunca tinha passado por um quadro semelhante. Nem os piores momentos do Plano Cruzado ou do Plano Collor, foi tão negro como os de hoje.


video

Desse jeito, não dá!


Ossami Sakamori













sexta-feira, 31 de julho de 2015

Lula da Silva o próximo passo da Lava Jato.

Resumo da matéria publicada no jornal Público de Portugal, em 29/7/2015, o que a imprensa brasileira não comentou. 


Crédito da imagem: Público.

Marcelo Odebrecht, presidente da maior empresa de construção do Brasil, acaba de ser formalmente acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos celebrados com a petrolífera estatal Petrobras, o âmago da investigação Lava Jato que está a deixar o país de pernas para o ar.

Segundo o juiz federal do Paraná, Sérgio Moro, que confirmou as acusações do Ministério Público contra Odebrecht, o poderoso administrador seria o “cabeça” de um esquema de cartelização de construtoras, que pagariam subornos para fechar negócios com a Petrobras e desviariam fundos para o financiamento ilegal do Partido dos Trabalhadores, da presidente Dilma Rousseff e outros integrantes da base aliada do Governo.



O presidente da administração da Odebrecht, detido desde 19 de Junho, ter-se-á incriminado a si próprio em anotações pessoais e mensagens telefônicas e eletrônicas que foram apreendidas pela Polícia Federal. Sérgio Moro disse ainda ter recebido “documentação vinda da Suíça com a prova material do fluxo (de dinheiro) entre contas controladas pela Odebrecht e de dirigentes da Petrobras”. “É um elemento probatório muito significativo”, indicou.

Entretanto, a investigação, que desde março do ano passado já produziu mais de 25 ações criminais, acaba de iniciar um novo capítulo: esta 16ª fase, ou desdobramento, da operação inicial foi apropriadamente batizada de Radioatividade por lidar com energia nuclear. No rastro do dinheiro, os investigadores chegaram à Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, a holding estatal para o setor de energia, cujo presidente, Othon Luiz Pinheiro, foi detido na terça-feira sob suspeita de ter embolsado R$ 4,5 milhões em subornos, para adjudicar obras do complexo nuclear de Angra dos Reis ao consórcio Angramon.

As autoridades acreditam que na Eletrobras funcionaria um esquema semelhante ao do que vigorava na Petrobras. A corrupção no Brasil é endêmica e está em processo de "metástase”, comentou um dos procuradores da Lava Jato, Athayde Ribeiro Costa, na sequência da nova operação Radioatividade. A imprensa brasileira considera o Eletrolão como “motivo para diversas dores de cabeça preventivas em Brasília”. Escreve Igor Gielow na Folha de São Paulo: “No meio político, o temor é evidente". 

O setor elétrico tem personagens conhecidos, todos eles muito próximos de figuras graúdas do PT e PMDB. Mais ainda, era a área de excelência de Dilma Rousseff, que conduziu o ministério das Minas e Energia com mão de ferro até assumir a Casa Civil e ser escalada à presidência por obra de Luis Inácio Lula da Silva”. Se a proximidade da atual presidente ao Petrolão já é “desconfortável”, a sua possível associação ao Eletrolão poderá ter consequências políticas bem mais graves, e até precipitar a sua cassação de mandato.

Tal como Dilma – cujo nome não foi ainda pronunciado por nenhum dos investigadores, dos delatores, dos arguidos ou dos suspeitos da Lava Jato – também o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva foi mantido à margem do escândalo de corrupção na Petrobras. Mas segundo a revista Veja, o antigo sindicalista e homem forte do PT poderá estar prestes a ser indiciado: na última edição a sair para as bancas, a revista colocou Lula na capa e garantiu que o ex-presidente seria denunciado em breve pelo ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, um dos indiciados da Lava Jato.

Nota. Foi o que, em resumo, noticiou o jornal português Público. A imprensa brasileira não tem coragem de pisar na ferida aberta, com medo de retaliações por parte do poder público federal. No Brasil quem denuncia, vai preso! 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Selic a 14,25% coloca Brasil na zona de risco.


O Banco Central do Brasil divulgou ontem a taxa de juros Selic que vai vigorar até próxima reunião do COPOM, que deverá acontecer no início do mês de setembro. Segundo a nota do Banco Central, a nova taxa Selic é de 14,25% ao ano, que servirá de balizamento para demais taxas de juros dos empréstimos do Tesouro Nacional, administrado  pelo BC. Não custa lembrar que o Banco Central é o guardião da moeda do País e é responsável para conter a alta da inflação. Isto é em qualquer país do mundo.

O governo Dilma, eu já disse aqui neste blog mais de 300 vezes, comete o "erro sistêmico" na formulação da política econômica ao estabelecer a taxa de juros Selic como principal instrumento para conter a inflação. A política econômica que baseia na taxa de juros básicos para regular a expansão ou contração da base monetária só funciona em economia estável como dos Estados Unidos, Alemanha ou Japão. Nós estamos a falar do Brasil que vive inflação de 9,25% ao ano, segundo prévia de inflação oficial IPCA do IBGE. 

A mais alta taxa básica de juros entre 40 maiores economias do mundo, ficando atrás apenas da Turquia, decorre da necessidade de financiamento da dívida do Tesouro Nacional bruto. Lembrando que a dívida pública federal bruta, ao contrário do que é divulgado pelo próprio Banco Central, está ao redor de R$ 4,3 trilhões. A dívida pública federal líquida é o que o Banco Central divulga está ao redor de R$ 2,5 trilhões. Vamos lembrar que os juros dispendidos pelo Tesouro não é sobre a dívida pública federal líquida, mas sim sobre a dívida pública federal bruta.

A conta é simples. Taxa Selic a 14,25% e inflação oficial a 9,25% significa que o governo federal paga de juros reais de 5% ao ano, para poder continuar rolar a sua divida interna. É fácil fazer a conta.  O governo da União dispende cerca de R$ 215 bilhões de juros reis para "poder" rolar a sua dívida interna. Como o ministro da Fazenda estabeleceu como "superávit primário" praticamente zero (0,15%), significa que este ano o governo federal não vai pagar "nem parte dos juros da dívida do Tesouro Nacional".

Para o lado do investidor ou aplicador em títulos do Tesouro Nacional, fazendo conta simples, aufere renda líquida de 2,86% sobre o valor da aplicação já descontado a inflação e o Imposto de Renda sobre ganho de capital, grosso modo. Para os investidores estrangeiros especulativos, a renda é de 5% líquido porque estão isentos de pagamento de Imposto de Renda sobre ganho de capital. A velha prática do governo federal de privilegiar os investidores estrangeiros.

O fato é que a necessidade de aumento da taxa Selic não tem finalidade de "segurar" a inflação. A necessidade de pagamento de juros reais de 5% é pela falta de confiança dos investidores, sobretudo os institucionais, sobre gestão financeira do governo Dilma. Digamos que se o governo Dilma tivesse grau de confiança entre os investidores brasileiros e estrangeiros, a taxa básica de juros deveriam estar próximo da inflação ou seja próximo de 9,25% ao ano.

Esta fórmula de controle da inflação via taxa básica de juros só serve para economia estável, porém a dogma do FMI é nivelado para os países emergentes em ebulição como é o caso do Brasil. A isto é dito como fazendo parte, erradamente, da teoria "neoliberal". Nada mais injusto culpar o John Maynard Keynes (1883-1946), formulador da teoria "neoliberal", pela interpretação e aplicação errônea. Estarrecedor é que entre 10 economistas brasileiros, 9 concordam com a política monetária praticado pelo Banco Central.  Significa que 9 entre 10 economistas e analistas concordam em aplicação pura e simples da fórmula clássica do FMI no País.

O Brasil entrou na ciranda financeira de dinheiro fácil e ficou refém do mercado financeiro nacional e internacional. A necessidade de dinheiro do empréstimo ficou tão necessário para própria sobrevivência como o sertanejo necessita de água para sobrevivência. Quem sorri de orelha a orelha são o setor bancário e os agiotas nacionais e internacionais. É mais ou menos Robin Wood ao inverso, transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. Esta marca ficou exacerbado no governo do PT, ironicamente. 

Vocês vão me perguntar se eu tenho alternativa à política econômica da Dilma, já que estou a criticar a política da equipe econômica do governo Dilma. Eu respondo, com convicção de que há alternativa para a política econômica da Dilma. Dou a dia, ainda. A inflação tem que ser domada com a contração ou expansão da base monetária. Infelizmente, o termo só terá entendido para quem frequentou as aulas básicas de economia. Dilma, com certeza, faltou às aulas.

O aumento do Selic para 14,25% ao ano é como pá de cal do enterro do Brasil. Podem esquecer do País pelo menos nos próximos dois anos!


Ossami Sakamori




















quarta-feira, 29 de julho de 2015

Com Dilma, Brasil entrará numa grande depressão!


Presidente Dilma quer desarmar a "pauta bomba" que está para entrar no Congresso Nacional, além da votação das medidas de ajustes do Joaquim Levy pelo Senado Federal. Dilma convocou os principais ministros para definir uma pauta "positiva" para contrapor ao efeito negativo que poderia criar a "pauta bomba" no Congresso Nacional. 

Amanhã, quinta-feira, Dilma pretende reunir com os 27 governadores para tentar "alinhavar" um "pacto de governabilidade" para superar o acirramento da crise econômica e política no País. A ideia é tentar convencer os governadores a pressionarem os parlamentares de cada estado a favor do "pacto". Lembrando que a grave situação que passa o País decorreu das medidas de ajustes às medidas "anti-cíclicas" que o próprio PT criou nos últimos 12 anos e 6 meses. 

Dilma teme pela situação de "ingovernabilidade" diante das "pautas bombas", como o julgamento pelo Congresso Nacional das "pedaladas fiscais" apontadas pelo TCU, que poderá dar munição para o pedido de impeachment dela. Dilma teme, também, o aprofundamento nas investigações pela CPI da Petrobras e da CPI do BNDES recém instalado pelo presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, sobre o envolvimento do Lula da Silva e PT. Dilma teme pela derrota na queda de braços com o Eduardo Cunha que se acirrou após a denúncia do suposto recebimento da propina de R$ 5 milhões, amplamente noticiado.

Independente da disputa do espaço político entre Dilma e Cunha, a presidente Dilma vem sofrendo desgastes decorrente do esquema de ladroagem na Petrobras, que envolvem como beneficiários o PT e caixa da campanha presidencial de 2014. O julgamento das contas da campanha corre no TSE que poderá motivar a "anulação" do registro da da candidata Dilma pelo uso de "poder político e econômico". Estes fatos, pega a Dilma no momento de seu mais baixo índice de aceitação pela população em relação ao desempenho do seu governo. A última pesquisa registrou o pífio 9% de ótimo e bom.

Dilma escalou o ministro de Planejamento Nelson Barbosa, para na outra frente, para levar o "otimismo" aos agentes econômicos diante da crescente insatisfação dos empresários em relação às medidas de ajustes da economia. Dilma, também, colocou no ar em cadeia de televisão, o virtual "investimento em infraestrutura" anunciado em junho último. Se isso pega, eu não saberia dizer. O fato é que o desespero da Dilma salta aos olhos do povo.

O ministro Joaquim Levy da Fazenda saiu de cena da frente interna para tentar "segurar" as agências de classificação de riscos dentro do "grau de investimentos". O Brasil vive expectativa de ser rebaixado pelas agências de classificação para "grau de especulação", se não alcançar o novo "superávit fiscal" prometido de 0,15% do PIB neste ano. Este número, bem abaixo da promessa, corre o risco de não ser alcançado. Ainda, corre o risco de terminar o ano com o "déficit primário".

Não só minha previsão, mas do próprio ministro Joaquim Levy, admite que o País não consiga produzir o "superávit primário", sem contar com as novas "pedaladas fiscais" ou mudança no critério para apuração do Balanço do governo federal. Levy teme o "déficit primário". Com o déficit primário, o País viverá aprofundamento da crise econômica, à despeito de todo esforço feito pelos ajustes da economia propostos pelo Joaquim Levy.

Não sou pessimista, mas realista. Se não houver mudança de critério da apuração do Balança das receitas e despesas do governo, se o Joaquim Levy não fizer novas "pedaladas fiscais" ou ainda se não criar novas fontes de receitas, o País terá sua conta fiscal com "déficit primário", nunca dantes dentro do Plano Real. Já antevendo a situação, a equipe econômica estuda a recriação do CPMF para reforçar a receita do Tesouro Nacional. Dentro deste quadro, não há "pacto de governabilidade" que resista.

Se não houver renúncia ou impeachment da Dilma, inexoravelmente, o Brasil entrará em convulsão econômica e social. Não haverá "pacto de governabilidade" que resista. Em permanecendo Dilma no governo, o Brasil está fadado a entrar numa grande depressão!

Ossami Sakamori












terça-feira, 28 de julho de 2015

O efeito China deverá ser devastador para o Brasil.


A queda dos últimos dias na Bolsa chinesa é apenas reflexo de ajustes na economia daquele país. A China vem apresentando, nessas últimas duas décadas, o espantoso índice de crescimento do PIB, muito acima de 7% ao ano. O mercado interno chinesa vem crescendo muito rapidamente. 

A China não é mais um país comunista retrógrada, pelo menos no campo da economia. Foi se o tempo da escravidão nos velhos moldes do comunismo chinês. Hoje, o povo chinês da classe média, tem padrão de vida nunca experimentado antes. A queda da Bolsa de Valores da China é apenas um aspecto do novo tempo da China. 


A China está cada vez mais inserido no mundo global, apesar de sua chinês basear a economia interna num sistema semi-estatal. A China investiu pesadamente em infra-estrutura durante últimas duas décadas. Segundo dados do FMI mostra que a China ocupa hoje o segundo lugar em PIB no mundo com US$ 10,0 trilhões, ficando apenas atrás dos Estados Unidos que tem PIB de US$ 17,5 trilhões. 

Para entender melhor a posição alcançada pela China, aproveito, para melhor análise, apresentar o PIB dos 10 principais economia do mundo em 2014:

1.  Estado Unidos           US$ 17,419 trilhões
2.  China                         US$ 10,380 trilhões
3.  Japão                         US$   4,616 trilhões
4.  Alemanha                   US$  3,860 trilhões
5.  Reino Unido               US$  3,056 trilhões
6.  França                        US$  2,847 trilhões
7.  Brasil                         US$   2,353 trilhões * (2014)
8.  Itália                            US$  2,148 trilhões
9.  Índia                            US$  2,050 trilhões
10.Rússia                        US$  1,857 trilhão

Considerado retração do PIB em 2,5% e ainda considerando o dólar médio para efeito de cálculo do PIB em R$ 3,00, o PIB brasileiro deverá despencar para cerca de R$ 1,8 trilhão* em 2015, ficando apenas à frente da Rússia, que terá o seu PIB reajustado para baixo. O Brasil, de 7ª economia do mundo deverá passar para 9ª economia no próximo ano.

O resumo disto tudo é que a China, continuará sendo o motor da economia do mundo, junto com os Estados Unidos, crescendo entre 6% a 7% ao ano. No entanto, o preço relativo dos produtos chineses vão se adequando ao preço dos em níveis dos países que compõe os países mais desenvolvidas do mundo. Os chineses vão vender o "valor agregado" dos seus produtos de ora em diante. 

O novo quadro da economia chinesa, vai pegar pesado no desenvolvimento do Brasil que é, basicamente, exportador de produtos primários. Os chineses comprando menos, os produtos primários ou os commodities vão sofrer queda nos preços em dólares. O Brasil vai vender menos lá fora, porque a sua pauta de exportação é basicamente de produtos primários. O PIB do setor industrial que representava 26% do PIB em 2002, hoje representa menos de 12% do PIB. 

O efeito China, como foi explicado antes, vai ser devastador para o Brasil. O momento não poderia ser pior, porque o Brasil passa por ajustes na economia, estando fragilizado para enfrentar os novos desafios. Infelizmente, o efeito China está vindo no momento errado para o País.

O efeito China será devastador para o Brasil.

Ossami Sakamori












segunda-feira, 27 de julho de 2015

Impeachment da Dilma passa pelo Cunha.


Definitivamente, o povo não sabe o que quer. Tenho recebido em redes sociais e nos comentários neste blog, a defesa da intervenção miliar constitucional para dar solução à crise política que o País atravessa. Entendo o anseio da população em resolver o imbróglio criado na política acrescido da crise econômica que passa o País. No entanto, no regime democrático, não cabe intervenção militar para resolver o impasse político. Isto é coisa de uma republiqueta de quinta categoria da África. 

Com estas afirmações, certamente vou perder um bom número de leitores. No entanto, não posso faltar à verdade dos fatos. Não, não sou imprensa venal que diz o que o leitor quer ouvir. Não, não dependo de verbas publicitárias para manter este blog. Este espaço é cedido gratuitamente pelo Google e não cederei ao encanto da audiência. Tenho dever de alertar à população para as verdades, mesmo que estas causem dores ao povo.

Independente de quem está exercendo o comando do Congresso Nacional, através do presidente do Senado Federal e pelo presidente da Câmara dos Deputados, são eles é que conduzem as votações das duas casas legislativas. No regime republicano como o nosso caso, em última análise, quem põe ordem na casa é o Poder Legislativo. Os impasses institucionais, sempre foram resolvidos pelo Congresso Nacional, em todos os episódios importantes da história brasileira. Tenho certeza que não será diferente desta vez.

Infelizmente, neste momento, tanto o presidente do Senado Federal como o presidente da Câmara dos Deputados, respectivamente, senador Renan Calheiros e deputado Eduardo Cunha, estão sendo acusados de terem recebidos propinas da ladroagem da Petrobras. No entanto, enquanto a Justiça não comprove os fatos noticiados pela imprensa, o Renan Calheiro é presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional e o Eduardo Cunha é  presidente da Câmara dos Deputados. Isto é fato concreto e dificilmente mudará. 

De acordo com a Constituição Federal, cabe ao Congresso Nacional decidir sobre uma eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff. Democraticamente, o Congresso Nacional é que vai decidir sobre o destino do Brasil. Uma eventual intervenção militar, que cassa do Congresso Nacional o direito de decidir sobre o mandato do presidente da República, é uma anomalia. Seja por período curto ou longo, mesmo com as boas intenções, este ato se denomina "golpe de Estado". Este expediente é muito comum na República de Burundi na África. 

Sinto muito em dizer que uma eventual mudança do destino do País deverá inexoravelmente passar pelo Congresso Nacional. Fora dessa possibilidade é impensável de acontecer. Após 30 anos de democracia, o Brasil não pode voltar a viver mais um período de exceção, mesmo que seja por um curto período. Lembrando que o golpe militar de 1964, teve o objetivo de ser governo de transição, mas acabou ficando 20 longos anos no poder. 

Querendo ou não querendo, o destino do Brasil está nas mãos do senador Renan Calheiros e do deputado Eduardo Cunha. Sinto muito em dizer, mas isto terá que ser engulido pelo povo para que uma eventual transição do governo ocorra dentro das regras democráticas previstas na Constituição Federal. 

Os novos tempos, só iremos vivenciar após as eleições de um novo presidente da República para o mandato tampão do tempo que resta até 31 de dezembro de 2018. Cabe ao presidente da Câmara dos Deputados, assumir o cargo de presidente da República por período máximo de 90 dias para organizar as novas eleições. Nesta hipótese, Eduardo Cunha será presidente da República até a eleição e posse do novo presidente da República. 


Nós temos que engolir o senador Renan Calheiros e o deputado Eduardo Cunha para conduzir o processo de impeachment ou renúncia da Dilma Rousseff. Não adianta espernear.  Isto é inexorável !



Ossami Sakamori












domingo, 26 de julho de 2015

Meu recado para Dilma Rousseff.

Presidente Dilma Rousseff, 



Vou me permitir tratar você sem o termo formal de Vossa Excelência, pois você não é merecedora do tratamento que é dispensado para qualquer autoridade dos poderes da República. Para mim, você deixou de merecer o meu respeito, a não ser na investidura de função de presidente da República. 

Dilma, já estou a fazer meus 71 anos de vida, bem vivida. Ao contrário de você que nasceu na família de imigrantes abastados, eu nasci numa família de imigrantes que veio substituir a mão de obra dos escravos negros dos barões do café. Você nasceu em 1947 e eu em 1944. Sou mais velho 3 anos que você. Não adianta, Dilma, tentar me enganar que vivi também o mesmo tempo da sua mocidade. 

Dilma, formei-me na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná, custeando minhas próprias despesas trabalhando como desenhista técnico. Foi a época que você estava atuando como terrorista contra o regime militar. Neste período, Dilma, fui ser professor da Universidade na mesma Escola que me formei. 


Dilma, participei na política estudantil como diretor do Diretório Acadêmico de Engenharia do Paraná, ostensivamente, enquanto você atuava na clandestinidade. Lutei contra a ditadura miliar, tanto quanto você, Dilma. Só não matei ninguém, não arrombei cofres dos bancos, nem fiz assaltos às residências de quem quer que seja. 


Dilma, enquanto você arrombava bancos e assaltava residência de políticos na clandestinidade, participei ativamente no desenvolvimento do País, atuando no ramo de construção civil e empreendimentos imobiliários. Dá-me orgulho e satisfação quando vejo as obras erguidas por mim, nos idos anos do período da transição do regime militar para o regime democrático. 


Dilma, você  sempre lembra da condição de preso político, como se fosse o troféu. Dilma, você não foi "coração valente" como quer vender a sua imagem. Na Comissão de Verdade, você não traduziu nenhum documento sobre a suposta tortura que você sofrera no presídio do DOPS. Ainda assim, Dilma, você quer preservar a cela que você foi presa como terrorista. 


Dilma, só para lembrar, você recebeu o benefício do exílio em troca de sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Dilma, você só voltou ao Brasil, anistiado, pelos verdadeiros democratas que lutaram pela redemocratização do País. 
Graças aos políticos que estiveram na trincheira da redemocratização como Tancredo Neves e Ulysses Guimarães que os políticos exilados puderam voltar ao País e recuperar o pleno direito de cidadania brasileira. 

Dilma, nós que permanecemos no País é que lutamos para a redemocratização do País. Não, você não participou desse processo que foi longo e cansativo, para quem ficou aqui na resistência democrática. Foi uma pena, você não ter participado desse processo. Foi muito bonito, a resistência democrática ter desalojado o regime militar do governo, mediante intensa negociação entre os políticos da resistência e o Alto Comando do Exército. 


Dilma, você entrou na vida política depois da sua fracassada vida empresarial, segundo os anais da história. Dilma, você é formada em economia, mas não concluiu a pós graduação na Unicamp. Você foi levado à administração petista, pelas mãos do Antonio Palocci, político precursor do PT, por puro acaso. Dilma, você cresceu dentro do PT porque é uma perfeita enganadora e mentirosa. 


Dilma, não tiro o seu  mérito de ter mostrado à equipe do Lula e Silva a sua capacidade (sic) de administradora. Você é uma boa enganadora, pelo que estamos comprovando hoje. Dilma, você já era mentirosa desde o começo da sua vida política. No PT, quem sabe enganar e dissimular é quem tem ascensão. Dilma, você soube enganar os membros do PT. Você vendeu a imagem de "gerentona" (sic) para seus pares e para o povo. Foi tudo enganação, Dilma. Você está a acabar de botar o Brasil no buraco sem fundo.


Dilma, hoje, os fatos tem mostrado que você foi uma grande farsa. Dilma, você permitiu que os seus companheiros do PT fizessem o maior ladroagem dos cofres públicos, a começar pela Petrobras. Dilma, em 13 anos, você esteve sempre, direta ou indiretamente, com breve intervalo em 2010 como candidata à eleição, responsável pela administração da Petrobras. Dilma, os analistas dizem que houve rombo nos cofres da Petrobras entre R$ 40 bilhões a R$ 80 bilhões, bem acima do prejuízo contabilizado como "corrupção" em R$ 6 bilhões. 


Tudo isto, Dilma, você diz que não sabia. Pior ainda, Dilma, você diz que vai apurar a ladroagem "doa a quem doer". Dilma, você não tem autoridade moral para mandar apurar qualquer coisa na Petrobras. Pelo amor de Deus, Dilma! Você esteve responsável direta ou indiretamente sobre a Petrobras, por longos 13 anos e nada apurou de irregularidade, até a Operação Lava Jato. Dilma, se não fosse o juiz federal Sérgio Moro, a corrupção na Petrobras iria continuar indefinidamente. 


Dilma, de economia você não entende mesmo! Tem razão os mestres da Unicamp não terem dado como concluído a pós graduação em economia. Dilma, desde primeiro dia do seu primeiro mandato, você pratica a política econômica unicamente para produzir a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra", com o objetivo de manter-se no poder, indefinidamente. Isto tudo foi dito por este blog desde fevereiro de 2012. Falta de aviso não foi, Dilma.


Dilma, não tem almoço de graça. Chegou a hora de pagar a conta. Os ajustes econômicos encomendados para Joaquim Levy, pau mandado do Banco Bradesco, não estão dando resultado esperado. Dilma, pode ir tirando o seu cavalinho da chuva que Joaquim Levy continua a estabelecer como prioridade os ganhos dos banqueiros. Dilma, você sempre deu prioridade aos amigos do Lula e Silva, entre os quais os empresários estelionatários como Eike Batista e outros Batistas do JBS. Agora, a Operação Lava Jato está a revelar que você deu benefícios ao Braskem dos Odebrecht em prejuízo da Petrobras no montante de R$ 6 bilhões. Dilma, ainda a teia de corrupção do seu governo ainda está longe de ser desvendada ao completo. Dilma, você é corrupta, sim!


Dilma, não adianta na última hora, procurar o "pacto de governabilidade". O FHC já disse que não quer conversa com você e nem com o Lula e Silva, sobre este tema a sós. 


O que adiante você convocar os governadores dos estados para firmar o pacto de governabilidade. Dilma, os governadores, à essa altura, não tem força para influir nas decisões dos parlamentares de seus estados. Isto só serve apenas para tentar mostrar à mídia que você tem apoio dos governadores. Não, Dilma, os governadores não estão satisfeito com o atual pacto federativo. 

Dilma, o seu marqueteiro, quer que você mostre como gente do povo. Muito tarde para esta campanha publicitária, Dilma. O povo não quer mais saber de você. Não adianta você aparecer no programa da Ana Maria Braga da TV Globo mostrar que sabe fazer omelete. Dilma, o povo sabe que você não come omelete há muito tempo. Você come do bom e do melhor e toma vinhos de alta qualidade. Dilma, em viagens internacionais, você vai em restaurantes mais caros do mundo, pago com cartões corporativos da Presidência da República (segredo de Estado). Dilma, você é um perfeito esquerda caviar!


Dilma, a imprensa noticia que você está gravando sua participação no programa eleitoral do PT, que vai ao ar no dia 6 de agosto próximo. Segundo imprensa, você vai dizer que a economia do País está em retração, mas que muito breve vai entrar no novo ciclo de desenvolvimento. Ledo engano, Dilma. O País vai entrar, se tivermos sorte, na fase de desenvolvimento somente em 2017. 


Dilma, dizem que você vai adotar o mesmo discurso do Lula da Silva. Vai dizer que a inflação está alta, próximo de 9%, mas que brevemente vai baixar para os níveis os mais baixos da história.  Dilma, assim não dá. A inflação vem comendo a receita dos trabalhadores em doses cavalares. Dilma, o povo já tem vergonha de entrar no supermercado, porque não há dinheiro suficiente para compra do mês.


Dilma, o PT está no poder há 13 anos. A imprensa já noticiou que você vai fazer comparação do período do governo do PT com o governo do FHC. Dilma, quem deu condição de trabalhar com moeda estável foram os presidentes Itamar Franco e FHC. Quem está colocando a moeda em estado de preocupação é o próprio PT, Dilma. Esta história de sempre querer comparar a administração petista, após 13 anos no poder, com a administração do FHC, já encheu o saco do povo!


Dilma, você tem a arrogância na alma. Dilma você deve ter sido filhinha de papai, muito mimada, para se portar assim. Dilma, você não sabe o sofrimento do povo, porque nunca passou por uma situação como o dele. Dilma, o povo já não aguenta mais ouvir as promessas falsas. Suas promessas não enchem o bolso e nem tão pouco a promessa de empregos apregoados na campanha eleitoral do ano passado se tornará realidade. 


Dilma, esta é matéria de número 1.746 deste blog. Durante todo este tempo venho chamando atenção dos graves equívocos da sua administração e da política econômica do primeiro e do segundo mandato como presidente da República.  Dilma, custa você deixar de ser arrogante, descer do pedestal e acatar algum dos conselhos que este blog e tantos outros que tem experiência em administração  financeira do setor público? 

Infelizmente, Dilma, você vai pagar pela incompetência, arrogância e corrupção. Dilma, você terá que renunciar o mandato, antes que os braços da Operação Lava Jato chegue no Palácio do Planalto. Dilma, caso contrário, esteja preparada porque os meses de agosto e setembro serão negros para você. O Congresso Nacional passará a atuar com maior rigor, Dilma. 

Dilma, você já encheu o saco do povo!

#Panelaco6agosto

Ossami Sakamori











@SakaSakamori